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Sempre fui uma pessoa que estava cercado de gente o tempo todo. Muitos dizem que sou carismático, talvez seja esse o motivo. Gosto de conhecer pessoas, de fazer reuniões, juntar grupos de amizades, misturar a turma do trabalho com meus amigos de infância, os amigos da faculdade com os amigos da época do colégio e porque não, todos juntos de vez em quando. Não tenho ciúmes de compartilhar as pessoas que quero bem. Mas sempre fui eu quem unia todos, quem fazia as conexões.

De uns tempos prá cá, algumas coisas mudaram. Fui percebendo que as pessoas esperavam sempre o meu primeiro passo, eu que sempre marquei os encontros, quem fazia questão de estar reunindo todos e de ter todos próximos… Fui ficando desgostoso. Senti a necessidade de receber um convite, queria que as pessoas fizessem questão da minha presença e não eu ter que ficar marcando tudo. Não quero parecer egoísta, longe disso, talvez não fique claro mas um famoso ditado se encaixaria aqui perfeitamente: Venha a nós, mas ao vosso reino: Nada?

Foi nesse momento que comecei a me questionar sobre os verdadeiros amigos, hoje tenho 34 anos, e ainda não tenho uma resposta concreta sobre o assunto. Estranho, não? Eu sei diferenciar meus amigos dos colegas, não sou tão inocente assim, mas na minha vida a palavra AMIGO, tem um peso muito importante. O valor que dou para uma amizade muitas vezes não é reciproco, por esse motivo fico a me questionar. Será que para uma verdadeira amizade deve haver essa troca ou é paranóia da minha cabeça?

Eu não sei ser amigo pela metade, por esse motivo espero o tanto quanto. E se souber estimar minha amizade, vai tê-la para o resto da vida. E não penso duas vezes entre um relacionamento amoroso e uma amizade.

– Não quer alguém para passar sua vida? Que sempre te dará apoio?
– Eu tenho isso…
– Não é a mesma coisa. Amigos não preencherão todas suas necessidades.
– Não são só amigos. São minha família.

É isso, será que ficou faltando dizer alguma coisa… ?

Onde-não-há-igualdade-a-amizade-não-perdura

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